As ações da Petrobras (PETR4) encerraram a segunda semana consecutiva em queda, acumulando recuo de −1,93%, sendo negociadas na faixa dos R$ 30,41. Esse movimento reforça o atual cenário de enfraquecimento do papel, que segue enfrentando dificuldade para atrair fluxo comprador relevante.

Do ponto de vista técnico, o ativo permanece lateralizado dentro de uma tendência primária de baixa — uma configuração bastante comum quando o mercado entra em fase de distribuição, ou seja, quando investidores institucionais reduzem exposição enquanto o preço ainda oscila dentro de uma faixa.

🔍 Leitura das Médias Móveis

O alinhamento das médias móveis de 9, 20, 50 e 100 períodos encontra-se ordenado de cima para baixo e apontando para baixo, o que caracteriza uma estrutura clássica de tendência de baixa.
Isso indica que:
• O preço atual está abaixo das médias de curto, médio e longo prazo
• Cada tentativa de recuperação tende a encontrar resistência técnica nessas médias

Esse tipo de formação sugere que o mercado continua priorizando posições vendedoras, e os compradores ainda não demonstraram força suficiente para mudar o fluxo predominante.

📌 Zonas de Preço Relevantes

O ativo vem oscilando dentro de uma faixa lateral, mas essa consolidação ocorre abaixo de resistências importantes, o que aumenta a probabilidade de rompimento para baixo.
• Suporte principal: R$ 29,70
Essa região marca a base da lateralização e funciona como um ponto crítico de defesa dos compradores. Caso esse nível seja perdido com volume, o gráfico abre espaço para aceleração da queda.

🧭 Cenário Provável

Enquanto o preço permanecer abaixo das médias móveis e não recuperar regiões de resistência, o cenário técnico favorece a continuidade da pressão vendedora. Assim, o alvo mais provável no curto prazo permanece na região dos R$ 29,70, com risco adicional caso esse suporte seja rompido.

👉 Resumo técnico:

PETR4 segue presa em consolidação dentro de uma tendência de baixa, aguardando definição — com maior probabilidade de continuidade do movimento descendente.

Flávio Delfino, CEO Radar Técnico