O Bitcoin (BTC) inicia 2026 em um ponto de inflexão, cotado a US$ 90.435. Após uma correção semanal de -1,25%, o ativo retornou a uma zona de resistência crítica, operando sob um viés que oscila entre o neutro e o baixista no curto prazo.
Agenda Econômica:
A segunda semana de janeiro será decisiva para a volatilidade do ativo, com foco total nos dados de emprego dos EUA. A divulgação do Payroll e da taxa de desemprego da última sexta-feira (09/01) servirá como termômetro para a política monetária do Federal Reserve.
Geopolítica e Energia:
A dinâmica na Venezuela pode pressionar os preços globais de energia para baixo. Além disso, a especulação sobre as prováveis e massivas reservas de BTC do governo venezuelano adiciona um componente de “choque de oferta” ou “reserva estratégica” ao radar dos investidores.
Níveis de Suporte e Resistência:
O preço atual testa a resiliência dos compradores em uma região de forte oferta. A configuração técnica sugere dois cenários principais:
- Cenário de Correção (Baixista): A perda da mínima semanal em US$ 89.253 pode acelerar o movimento corretivo. O alvo imediato de suporte encontra-se em US$ 86.850, região fortalecida pela média móvel de 100 períodos.
- Cenário de Retomada (Altista): Um rompimento consistente e com volume acima dos US$ 90.435 anularia o viés baixista, abrindo espaço para uma nova alta com primeiro alvo projetado na região dos US$ 104.145.
Flávio Delfino, CEO Radar Técnico.