O FMI revisou para 1,6% o crescimento do PIB brasileiro em 2026, abaixo da média projetada para América Latina (2,2%);
Bancos como Itaú, BTG, Santander, XP, UBS e Bradesco também preveem crescimento modesto, em torno de 1,5% a 2% no ano, indicando que o ritmo econômico ainda será lento, refletindo desafios internos e externos.
2. Inflação
A inflação encerrou 2025 em 4,26%;
Projeções de cinco dos seis grandes bancos sugerem desaceleração da inflação nos primeiros meses de 2026, com metas de 4,0% ou ligeiramente inferiores, mantendo um perfil relativamente estável frente ao comportamento observado em 2025.
3. Política Monetária e Taxa de Juros
Espera-se que o Banco Central mantenha uma postura de cautela, com taxa básica Selic estável ou com leves ajustes, evitando choques inflacionários enquanto acompanha a evolução da atividade econômica;
4. Câmbio
A maioria das análises indica moderada estabilidade cambial, apesar de riscos externos relacionados a fluxos de capital, commodities e política monetária global;
O real deve oscilar dentro de uma faixa limitada, mas não se espera uma desvalorização abrupta no curto prazo.
5. Cenário Internacional
O desempenho da economia brasileira está sujeito a pressões externas, como taxas de juros globais e demanda por exportações;
O crescimento mais lento que a média regional reforça a necessidade de monitorar a competitividade e o comércio exterior.
6. Conclusão para o 1º Trimestre
O mercado brasileiro deve apresentar crescimento limítrofe, inflação controlada e câmbio relativamente estável;
Com base nesses fatores, investidores e empresas devem manter estratégias conservadoras, com foco em gestão de liquidez e atenção a setores que podem ser mais sensíveis à desaceleração econômica.
Resumo Quantitativo
Indicador
Expectativa Q1 2026
Crescimento PIB
~1,6% anualizado
Inflação anualizada
Leve desaceleração, em torno de 4%
Selic
Estável ou ajustes leves
Câmbio (USD/BRL)
Moderada estabilidade
Essas projeções fornecem um panorama do que esperar do mercado brasileiro no início de 2026, permitindo que empresas e investidores ajustem estratégias diante do cenário de crescimento contido e volatilidade externa controlada.